cidade de são paulo durante a noite

Você, mulher, que sonha em empreender fora do país, saiba: Nova York é a melhor cidade do mundo para isso. Na sequência vem a Baía de São Francisco, Londres, Estocolmo e Singapura.  Os dados são do ranking Dell Women Entrepreneur Cities, que analisa como as cidades promovem o crescimento de empresas lideradas por mulheres.

Empreender no Brasil é um desafio grande. Tanto em níveis governamentais e burocráticos quanto em relação entre empreendedores e acesso ao capital. A figura fica ainda mais diferente se é mulher. Não é por acaso a única cidade brasileira que aparece é São Paulo, em 19º lugar em uma lista que tem 25 municípios.

O ranking leva em consideração fatores como capital, tecnologia, talento, cultura e mercado. Usam dados gerados desde 2014 para criar um sistema de pontuação e avaliar o desenvolvimento do ecossistema empreendedor feminino em cada região.

Uma das principais vantagens de São Paulo, segundo a pesquisa, é a sua cultura empreendedora — uma das dez melhores. Por outro lado, um dos grandes problemas é o acesso a investimentos, principalmente quando se é mulher.

Veja como ficou o ranking em geral:

1) Nova York
2) Baía de São Francisco
3) Londres
4) Estocolmo
5) Singapura
6) Toronto
7) Washington
8) Sidney
9) Paris
10) Seattle
11) Munique
12) Austin
13) Beijing
14) Hong Kong
15) Taipé
16) Xangai
17) Tóquio
18) Cidade do México
19) São Paulo
20) Seoul
21) Milão
22) Déli
23) Joanesburgo
24) Jacarta
25) Istambul

O que as melhores cidades para mulheres empreendedoras têm

O estudo destaca o que fez algumas das cidades serem as campeãs no ranking geral. Nova York, por exemplo, liderou em ambiente operacional, mercados e capital, ficou em segundo em cultura e quarto em talento. Apesar de ter sido a melhor das regiões, ainda fez 58 pontos dos 100 possíveis — mostrando que é preciso melhorar bastante.

Já a Baía de São Francisco, onde fica o Vale do Silício, nos Estados Unidos, concentra as maiores empresas de tecnologia do mundo. É campeã em talento, acesso a mercados e frequência e tamanho de investimentos em empresas lideradas por mulheres.

Londres, o terceiro lugar, se destacou com uma segunda posição em acesso a mercados e terceiro em ambiente operacional e capital. Ela é líder em capital para empresas iniciantes. Estocolmo e Singapura são especialmente bons em facilitar o ecossistema e ricos em tecnologia.

Outras cidades se destacam por motivos específicos. São Paulo, por exemplo, chama a atenção por atitudes e expectativas. Déli, é a melhor em termos de custo de tecnologia. Tóquio e Xangai, por sua vez, têm os maiores mercados. Seattle têm o melhor acesso a mentores e modelos de inspiração, enquanto Austin tem a melhor política relacionada a tecnologia. Toronto tem a melhor cultura, enquanto Washington tem a melhor proporção de mulheres com habilidades e experiência.

O que ainda precisa melhorar

A pesquisa também destaca algumas das áreas onde há oportunidade de evoluir. Istambul e Jacarta, por exemplo, embora tenham condições boas, não investem esforços para incentivar as empreendedoras. Uma das melhores formas de fazerem isso é por meio da educação.

Em Munique, Istambul, Joanesburgo, Milão e São Paulo falta os investidores apostarem em mulheres. Já na Cidade do México, Tóquio e Jacarta, é necessário melhorar o acesso a mentores e promover exemplos de mulheres empreendedoras para alimentar a cultura regional.

Em um congresso feito para discutir os efeitos do estudo, foram recomendadas algumas ações para melhorar as condições que incluem equilibrar os investimentos entre homens e mulheres (apenas entre 2% e 4% vai para elas); considerar a existência do machismo; coletar dados melhores para entender o ecossistema; oferecer educação a mulheres para se tornarem mais competitivas; e desenvolver políticas específicas para o ecossistema empreendedor feminino.