notas de cem e cinquenta reais enroladas

Se você está montando o seu negócio, muito provavelmente já se deparou com uma dúvida que assusta a maioria dos empreendedores de primeira viagem: afinal, quanto custa a sua hora? Como colocar preço na sua mão-de-obra e no produto/serviço que você fabrica ou oferece?

Não caia na armadilha de estimar um preço a partir do custo e da margem de lucro. Segundo a executiva e especialista em finanças Denise Damiani, isso não existe. “Vamos imaginar que um iPhone novo custe US$ 800. O custo para fabricação dele não deve ter sido nem US$ 200, afinal a Apple já possui a tecnologia e só vai oferecer um recurso novo ou outro. O preço é feito de acordo com o quanto as pessoas estão dispostas a pagar”, afirma.

O preço é feito de acordo com o quanto as pessoas estão dispostas a pagar.

Portanto, a primeira dica é: pergunte às pessoas o quanto elas estariam dispostas a pagar pelo produto ou serviço que você está oferecendo. Esqueça os extremos (os valores mais altos e os mais baixos) e fique com os que estão no meio. Pronto, a partir daí, você já tem uma ideia de onde começar.

Pergunte para as pessoas que fazem o mesmo que você como elas colocam preço

É claro que a sua experiência na área e sua formação também devem contar muitos pontos. Denise dá um exemplo que ela presenciou há algum tempo: uma psicóloga reclamava que tinha poucos clientes, sendo que cobrava R$ 23 a hora de consulta. Ela tinha 35 anos e 10 deles como formada. “A primeira pergunta que eu fiz para ela foi: ‘quanto cobra um colega seu com 10 anos de formado?’. E ela não soube responder. Disse que nunca tinha tido coragem para perguntar para ninguém os valores que cobravam”, conta a executiva.

Como primeira missão, lá foi a psicóloga perguntar aos seus colegas, que tinham o mesmo tempo de formação que ela, o quanto estavam cobrando pelo mesmo tempo de atendimento. “Ela ficou chocada ao descobrir que, em média, eles cobravam entre R$ 270 e R$ 350 a hora. Então é claro que o consultório dela iria ficar vazio: ninguém confia em uma psicóloga que oferece um serviço tão abaixo do mercado”, ela diz. “O valor cobrado não pode estar nem muito acima, nem muito abaixo do que o mercado costuma pagar.”

Como diz o velho ditado: quando a esmola é demais, o santo desconfia! Portanto, antes de bater o martelo e estipular o preço do seu produto ou serviço, pergunte a pelo menos 20 pessoas que fazem a mesma coisa o valor que estão cobrando. Aproveite e também fique atenta para estes pontos:

Assim, você vai poder ter mais ideias a respeito do caminho que está trilhando.

Ouça a necessidade do mercado na hora de colocar preço

O segredo de como colocar preço é, portanto, ir além do valor e entender a necessidade do mercado. Faça as seguintes perguntas para si mesma:

“Isso faz parte de uma metodologia para projetos estratégicos. Afinal, na estratégia, você precisa saber se tem demanda para o que você pretende oferecer e o quanto as pessoas estariam dispostas a pagar por isso”, ensina Denise. “Você não vai precisar de Ibope, nem de Datafolha. Sozinha, com muita vontade e curiosidade, você descobre tudo.”

Vamos nessa?