mulher pensando segurando óculos com computador na frente

Você já deve ter ouvido falar de Monique Evelle. Se ainda não ouviu, vale a pena conhecer o trabalho social que ela faz e os vídeos que produz. A baiana começou a empreender aos 16 anos, quando fundou o Desabafo Social, uma plataforma de aprendizagem coletiva que tem como objetivo principal garantir práticas de educação alternativas no campo dos direitos humanos. Em seu site, ela escreveu sobre os três erros mais comuns que são cometidos por quem começa a empreender como ela.

O primeiro deles é tentar recriar algo em cima do que já está sendo feito. Lá em Salvador, por exemplo, é comum marcas estamparem frases e gírias baianas em camisetas. É um item facilmente de ser comercializado, já que a capital baiana tem forte potencial turístico. Mas sempre haverá aquelas marcas que serão mais lembradas por serem mais populares ou maiores e que tenham mais força no mercado.

Ainda assim, quando você decide entrar nessa onda, precisa tomar cuidado com os direitos autorais. Eles existem até para a internet. A lei 9.610 de 1998 fala que “qualquer tipo de produção intelectual produzida, seja ela registrada ou não, publicada ou não, está protegida”. Ou seja, nem tudo pode ser usado livremente.

Proteja-se, se não quiser cometer erros

Se você está criando algo original em seu empreendimento e deseja fazer o registro no órgão responsável, vá até a Biblioteca Nacional, a Escola de Música, de Belas Artes, ou o órgão responsável, conforme a natureza de sua obra intelectual. Se for um programa de computador, por exemplo, procure pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

Mas se você decidir liberar o seu conteúdo para que todos tenham acesso e, se quiserem, reproduzirem de qualquer forma, utilize a abreviação CC, de Creative Commons. Caso deseje fazer uso de uma obra e ela não tenha essa marca, entre em contato com o autor para saber sobre os direitos autorais dela. Caso você descubra que um conteúdo original seu tenha sido reproduzido, tente primeiramente conversar com a pessoa e entender o motivo pelo qual ela fez isso. Se não funcionar, envie notificações extrajudiciais solicitando que elas parem imediatamente de reproduzir o material ou, pelo menos, cite a fonte (no caso, você). Caso não adiante, então é hora de acionar a justiça.

Pense a longo prazo

De acordo com Monique Evelle, a cada 10 negócios de camisetas, 8 deixam de existir dali 2 ou 3 anos. Isso porque, na maioria dos casos, as pessoas só pensam no calor do momento e se esquecem de criar um plano de negócio, gerenciar o estoque, separar a conta jurídica da conta da pessoa física e por aí vai. Esse é o segundo erro mais comum de todos. Portanto, pense bem nas bases que vai construir antes de erguer o seu negócio, se quiser planejar a longo prazo. E não tenha medo de pedir ajuda para quem está fazendo isso há mais tempo que você.

Identifique parceiros

Terceiro ponto: faça o exercício de enxergar para além da concorrência. Quando encontrar uma marca que está trilhando um caminho parecido com o seu, observe, converse com o empreendedor dono do negócio, troque informações a respeito do mercado, discuta possíveis planos de ação em conjunto. São formas de garantir a existência e a sustentabilidade do seu negócio.