ex-presidiário

Por que você precisa ler este texto?

Criar emprego para ex-presidiários é uma forma de gerar impacto positivo na sociedade e empoderar a comunidade onde o empreendedor vive.

Quem passa pelo sistema penitenciário brasileiro enfrenta mais dificuldades do que simplesmente cumprir a pena. Quando deixam a prisão, egressos carregam um estigma que dificulta a busca por trabalho. Oferecer emprego para ex-presidiário é uma forma de ajudá-lo a se reinserir na sociedade e de impedir que sua família sofra as consequências da falta de dinheiro em casa.

Todo empreendedor impacta a sociedade de alguma forma. Ele oferece serviços e produtos, ajuda a aquecer a economia do país e cria empregos. Além disso, pode transformar a sua empresa em um negócio social, que gera lucro e resolve problemas sociais da comunidade ao mesmo tempo. Já pensou nisso?

O que é um negócio social?

Dar vida ao seu próprio negócio e vê-lo crescer é uma delícia, mas ter um negócio social pode ser uma maneira ainda mais gratificante de empreender. Esse tipo de empresa tem como função principal gerar impacto social e transformar vidas.

Se você vive em uma comunidade e sabe dos problemas que os habitantes enfrentam, criar um negócio social pode ser uma forma de melhorar a qualidade de vida dos seus vizinhos e das pessoas que fazem parte da sua vida. Em alguns casos, até de impedir que caiam na criminalidade.

Esse é o caso da empreendedora Ariane Santos, dona da Badu Design, um negócio social que produz materiais de papelaria artesanal, acessórios de decoração para casa e de moda com resíduos têxteis. Ela emprega mães de autistas, imigrantes, refugiados, moradoras de diversas comunidades e até ex-moradores de rua. Em entrevista, a empreendedora contou que o empreendedorismo social a realiza, pois consegue ver a transformação e importância do trabalho realizado. Neste ano, Ariane Santos foi uma das vencedoras do concurso Hora de Brilhar.

Por que dar emprego para ex-presidiário

Quando deixam a prisão, ex-detentos enfrentam preconceito da sociedade e burocracias que dificultam o processo de conseguir um emprego. Muitos perdem seus documentos na cadeia e demoram para consegui-los de volta quando ganham a liberdade.

Enquanto estão presos, suas famílias precisam encontrar uma fonte de renda que as sustentem – o que nem sempre é fácil. Como a grande maioria da população carcerária no Brasil é masculina, muitas mulheres criam os filhos sozinha.

Quando o marido finalmente retorna, encontra a família lutando para sobreviver. Como suas chances de conseguir emprego são limitadas, muitos acabam voltando para a criminalidade. Infelizmente, o sistema penitenciário no Brasil não é eficiente e não contribui o suficiente para a reintegração do egresso. Por isso, a atuação de empreendedores que tenham consciência dessa realidade é fundamental.

Hoje, há organizações que trabalham com a reinserção do ex-presidiário. O Segunda Chance é um projeto do Grupo Cultural AfroReggae (Rio de Janeiro) que funciona como uma agência de emprego para ex-detentos e suas famílias desde 2008.

Já a PanoSocial é uma empresa que promove a ressocialização ao contratar ex-egressos para produzir roupas, uniformes, acessórios e produtos customizados com matéria-prima ecológica e processos produtivos sustentáveis, feitos de algodão orgânico e garrafas PET.

Além de dar emprego para ex-presidiários, é preciso cuidar para que suas famílias tenham uma fonte de renda e estrutura para sobreviver e evoluir. Você já pensou em seguir  exemplo da Ariane Santos e empregar esposas de detentos ou de outros grupos que necessitam de ajuda?