Rosa Luxemburgo

Rosa Luxemburgo nasceu na pequena cidade de Zamoṡc, na Polônia, no século 19, enquanto a Rússia ainda ocupava aquele território. Rosa era a quinta filha de uma família de comerciantes judeus. Todos tiveram acesso à educação formal e Rosa era estimulada a ler e escrever dentro de casa.

Na juventude, Rosa foi estudar no liceu destinado apenas para moças em Varsóvia e lá começou a participar da militância no movimento operário (de forma ilegal). Antes de completar 18 anos, ela teve de fugir para a Suíça porque começou a ser perseguida por causa de seu posicionamento político. Suas bandeiras sempre foram anticapitalistas e defenderam os trabalhadores e excluídos.

Na capital da Suíça, Zurique, Rosa Luxemburgo estudou Ciências Naturais, Matemática, Direito e Economia Política. Aos 22 anos, ela fundou, com Leo Jogices, Julian Marchlewsk e Adolf Warski, o partido Social-Democrata do Reino da Polônia (SDKP). Em 1897, Rosa defendeu um doutorado sobre o desenvolvimento industrial da Polônia e um ano depois se mudou para Berlim, na Alemanha, onde passou a militar no Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD).

Lá, tornou-se uma importante líder da esquerda revolucionária. Defendeu greves em massa, recusou as teses centralistas de Lênin (líder do Partido Comunista da Rússia) e estabeleceu os princípios do socialismo democrático. Lutava pelo antimilitarismo, pois acreditava que a igualdade social e a democracia só seriam possíveis sem as forças armadas.

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), Rosa Luxemburgo foi presa acusada de agitação antimilitarista. Entre 1915 e 1918 (com alguns meses de intervalo livre), ela ficou atrás das grades e escreveu “A Crise da Social-Democracia”, além de colocar sua opinião em “A Revolução Russa”, em que se mostrou contrária aos bolcheviques russos (integrantes do partido liderado por Lênin). Em 8 de novembro de 1918, início da Revolução Alemã, Rosa foi libertada.

As bandeiras de Rosa Luxemburgo

Rosa Luxemburgo sempre denunciou o clero, que apoiava os ricos ao mesmo tempo em que explorava e oprimia os pobres. Afirmava que a Igreja estava justamente indo contra os ensinamentos cristãos. Nas palavras de Rosa, os primeiros cristãos seriam comunistas apaixonados por denunciarem a injustiça social, enquanto aqueles que viviam na mesma época que ela serviam apenas ao dinheiro.

Rosa estava determinada a desenvolver a consciência de classe da massa oprimida. Não à toa, deu aula durante algum tempo. Dessa forma, ela pretendia conduzir os trabalhadores às greves e fazer com que eles confrontassem a exploração a qual eram submetidos todo o tempo. Precisavam se libertar do sistema que obrigava-os a trabalharem muito e, em troca, ganharem muito pouco. Acreditava que isso só seria possível se a adesão ao partido fosse de livre e espontânea vontade.

Ainda presa, Rosa apoiou os conselhos de trabalhadores e soldados e fundou o jornal “Bandeira Vermelha”, entre outras coisas. Pouco tempo depois de sair da prisão, Rosa participou da fundação do Partido Comunista da Alemanha (KPD) e, em janeiro de 1919, é presa novamente. Mas dessa vez, ela não veria mais a luz do sol. No dia 15, aos 48 anos, Rosa Luxemburgo é assassinada por tropas do governo.