mulheres brasileiras no cinema
Está precisando se distrair e, de quebra, se inspirar? Que tal assistir a filmes com histórias de mulheres brasileiras? Uma porção deles já foram produzidos e muitos foram aclamados tanto pela crítica, quanto pelo público. Fizemos uma seleção das melhores histórias com mulheres brasileiras no cinema para você aproveitar suas noites, seus feriados, fins de semana e férias.
As mulheres brasileiras no cinema

Que Horas Ela Volta? (2015)

O filme conta a história de Val (Regina Casé), uma pernambucana que se mudou para São Paulo em busca de melhores condições de vida para sua filha Jéssica (Camila Márdila), que ficou em sua cidade natal. Val cuida dos afazeres de uma casa de luxo, onde também é babá do filho do casal, Fabinho. Em um determinado momento, Jéssica decide ir pra São Paulo encontrar com a mãe e prestar vestibular. Há um choque de relacionamento entre Val e a filha, que se sente “à vontade demais” na casa dos patrões. A trama apresenta as diferenças sociais e geracionais de modo sensível. Dificilmente você não vai se emocionar!

Zuzu Angel (2006)

O filme foi inspirado na história real da estilista Zuzu Angel (1921-1976), que teve seu filho torturado e assassinado pela ditadura militar. Ao se dar conta de seu sumiço, Zuzu (no filme, ela é interpretada por Patricia Pillar) entra em uma luta contra o regime para encontrar o corpo dele, que envolve até os Estados Unidos, país de seu ex-marido, o pai do garoto. A busca de Zuzu pelas explicações, pelos culpados e pelo corpo do filho, em plena ditadura, só terminou com sua morte. Ela foi morta em uma emboscada pelos mesmos assassinos (ou mandantes do assassinato) do filho. A história da estilista mostra a força e a determinação de uma mulher, infelizmente em circunstâncias trágicas, mas que deixou um exemplo e um legado de luta.

O Céu de Suely (2006)

O filme acompanha a trajetória de Hermila (Hermila Guedes), de 21 anos, que nasceu e cresceu na pequena cidade de Iguatu, no Ceará, e sonha tentar uma vida nova em outro lugar. Grávida, para São Paulo com o namorado. Lá, não consegue emprego e decide voltar para Iguatu. Espera por um mês o retorno do namorado, pai da criança, que some sem deixar pistas. Ao se dar conta que foi abandonada, ela resolve fugir mais uma vez, em direção ao Rio Grande do Sul. Sem dinheiro para a viagem, ela adota o pseudônimo Suely e resolve rifar o próprio corpo entre os homens da cidade. Enquanto o prêmio da rifa não sai, ela ainda tem que resolver uma questão com um ex-namorado de adolescência. É um filme cheio de sutilezas, sensível e bonito, que vai fazer você pensar nas suas escolhas.